A Grande Nuvem de Magalhães é uma galáxia satélite da nossa galáxia, a Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães pode ser observada à vista desarmada a partir do hemisfério sul, situando-se na constelação de Dorado (ou Dourado) e na constelação de Mensa (ou Mesa).
O nome desta galáxia vem do navegador português Fernão Magalhães, que no séc. XVI descreveu este objeto celeste. O mesmo aconteceu com a galáxia Pequena Nuvem de Magalhães.
A Grande Nuvem de Magalhães situa-se a uma distância aproximada de 160.000 anos-luz. Sua magnitude aparente é de +0,9.
Trata-se de uma galáxia anã irregular, mas com alguns aspectos de estrutura em espiral. Apesar de ser uma galáxia anã, é a maior galáxia satélite da Via Láctea e a quarta maior do Grupo Local, a seguir à galáxia de Andrómeda, Via Láctea e galáxia do Triângulo. O diâmetro da Grande Nuvem de Magalhães é cerca de 14.000 anos-luz.
A Grande Nuvem de Magalhães possui vários objetos de grande interesse, como é o caso da nebulosa da Tarântula. Com uma magnitude aparente de +8, inicialmente pensava-se que era uma estrela, porém em 1751 foi identificada como nebulosa pelo astrónomo francês Nicolas Louis de Lacaille. A nebulosa da Tarântula é a região conhecida que é mais ativa em termos de formação de estrelas em todo o Grupo Local de Galáxias.
Foi também na Grande Nuvem de Magalhães que, em 1987, ocorreu uma supernova visível à vista desarmada, a SN 1987A. A última supernova observada à vista desarmada tinha sido em 1604.